domingo, 22 de dezembro de 2013

A INSEGURANÇA DO FUNCIONALISMO PUBLICO.

Como é cediço, aos novos administradores ao darem início aos seus mandatos, inebriam a população com sonhos e promessas, derramando flores no novo caminho que irá ser trilhado, como se os tempos, a partir de então, fossem ser, supostamente, outros.
No entanto, com o transcorrer do tempo, as juras de amor incondicional vão se fazendo cada vez mais ausentes, o sono vai se tornando intranquilo e os sonhos vão se transformando em tristes pesadelos. Não há mais flores num caminho que começa a ficar tortuoso e por demais desgastante.

Neste contexto, com uma máquina administrativa extremamente assoberbada de gastos dos mais variados tipos, avizinha-se o desfecho da administração municipal que, amargando o gosto da decepção, brinda nossa população com “arrochos”, minimização de serviços públicos essenciais, adiamento do pagamento de alguns fornecedores, e, o que é pior, atraso no pagamento dos vencimentos dos servidores municipais.


Os transtornos pelo atraso no pagamento do décimo terceiro vão muito alem das expectativas dos funcionários que aguardam ansiosos por esta verba extra, caiu como um balde de água fria no empresariado bonjesusense, que contavam com a injeção deste recurso para aquecer o já tão parado comercio local neste final de ano.

Já dão como certa que não haverá injeção de recursos extra, pois mesmo vindo o décimo terceiro, já não se cria expectativa que o funcionalismo recebera o mês de dezembro ainda este ano.

Dever-se-á ser assegurada ao funcionalismo público municipal a garantia prevista no artigo 7º, X, da Constituição Federal, que protege os salários dos trabalhadores urbanos na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa, a lume do princípio da isonomia, sobretudo, por se tratar de verba alimentar.

Não se olvidando que a nossa administração publica vem recebendo, regularmente, as cotas do FPM, FUNDEF, e ICMS, bem como as demais receitas tributárias a que faz jus.


“Na primeira noite eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim, e não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia O mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, Rouba-nos a luz e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta, E porque não dissemos nada, Já não podemos dizer nada.”