domingo, 24 de abril de 2016

Votei Dilma, Votei Temer.



Tenho ouvido e lido muito nos últimos dias sobre a conduta do vice-presidente da república Michel Temer, e sobre seu comportamento durante o processo de impeachment, sem entrar no mérito de ser ou não legal o impeachment, pois o mesmo se transformou em uma briga de torcidas, posso sim fazer meu posicionamento sobre a questão do vice.

Quando nos filiamos a um partido político e todas as ações subsequentes que isso causa, como ser candidato, concorrer as eleições, ganhar ou não, estamos fazendo um contrato com a justiça eleitoral e a democracia do nosso país, dizendo que aceitamos e entendemos as regras do jogo.

Quando escolhemos um vice para formar uma chapa e concorrer às eleições para prefeito, governador e presidente, estamos informando aos nossos eleitores que ali se tem um candidato que subscreve toda nossa proposta de governo e estar apto a manter o governo diante de qualquer impedimento nosso, tais com: renuncia, doença, falecimento, cassação, etc.

Quando se vota em um se vota em outro, a chapa é indivisível conforme norma da justiça eleitoral.

Se o Temer for realmente golpista e mau caráter como querem nos fazer crer, aí também devemos imputar a culpa ao PT e a Dilma, que fizeram 54 milhões de eleitores acreditar que ele era o melhor para ocupar aquele cargo.

A não ser que refaçamos as regras eleitorais vigentes, devemos respeita-las em todo seu contexto, e as consequentes responsabilidades decorrentes das nossas escolhas e dos nossos acordos partidários.

O vice-presidente Michael Temer estar apto a assumir a Presidência da Republica, pois assim quis Dilma e o PT, e assim referendou 54 milhões de eleitores.